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Rock in Rio 2026: o quarto dia foi uma edição de colecionador e a internet não deixou barato

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Segura essa: o quarto dia do Rock in Rio 2026 não foi só mais um dia de festival — foi o tipo de coisa que a gente conta pra neto. A internet simplesmente parou para elogiar o lineup, e a expressão 'edição de colecionador' virou consenso nas redes antes mesmo de o sol nascer direito. É raro que uma grade consiga agradar tanta gente ao mesmo tempo, mas quando o cardápio inclui um pianista britânico lendário, um dos maiores nomes da música brasileira de todos os tempos, o rei do suingue pagodeiro e uma banda carioca que existe há mais de quatro décadas, fica difícil reclamar.

Elton John abriu seu show sentado ao piano, como quem diz que não precisa de truque nenhum para encher os olhos. E não precisa mesmo. Sir Elton Hercules John — sim, esse é o nome completo do homem — é pianista, cantor, compositor, produtor e filantropo britânico com uma carreira que começou oficialmente em 1969, quando lançou seu primeiro álbum, 'Empty Sky'. Foi no álbum seguinte, autointitulado, de 1970, que ele explodiu para o mundo com 'Your Song' e nunca mais parou. Desde então, acumulou mais de 300 milhões de discos vendidos, tornando-se um dos músicos de maior sucesso da história. Cinco Grammys, cinco Brit Awards, dois Oscars, dois Globos de Ouro, um Tony, um Disney Legends e o Kennedy Center Honors: a prateleira de troféus do homem é literalmente maior do que a maioria dos apartamentos de São Paulo. E em 2024, ele foi além de tudo isso ao atingir o status de EGOT — conquistado quando um artista leva Emmy, Grammy, Oscar e Tony. O Emmy veio pelo documentário 'Elton John Live: Farewell From Dodger Stadium'. Tem gente que leva uma vida inteira tentando ganhar um desses. Ele pegou os quatro. Ah, e 'Candle in the Wind', a canção reescrita em 1997 em homenagem à princesa Diana, vendeu mais de 33 milhões de cópias e entrou para o Guinness World Records como o single mais vendido da história. Normal.

Do lado brasileiro, Gilberto Gil trouxe mais de seis décadas de carreira para o palco — e isso não é força de expressão. Gilberto Passos Gil Moreira é compositor, músico, cantor, político e escritor, com uma trajetória que atravessa gerações, movimentos culturais e até cargos ministeriais. Vencedor de Grammy Awards e Grammy Latino, condecorado pelo governo francês com a Ordem Nacional do Mérito em 1997 e nomeado 'Artista pela Paz' pela UNESCO em 1999, Gil é o tipo de artista que não precisa de apresentação, mas que merece uma toda vez assim mesmo. No palco do Rock in Rio 2026, ele deixou um tom de despedida no ar, sugerindo que talvez aquele fosse o seu último Rock in Rio. Se foi ou não foi, a plateia estava completamente presente para registrar cada segundo de uma carreira que mudou a música brasileira para sempre.

Péricles chegou com o suingue intacto e entregou o que o público esperava: aquela energia que mistura samba, festa e emoção sem deixar ninguém parado. E a Roupa Nova — banda carioca fundada no Rio de Janeiro em 1980, ativa até hoje com a formação composta por Cleberson Horsth, Ricardo Feghali, Kiko, Nando, Serginho Herval e Fábio Nestares — provou mais uma vez que algumas músicas simplesmente não envelhecem. A banda carrega uma história longa e, às vezes, emocionalmente pesada: o vocalista e percussionista original Paulinho faleceu em dezembro de 2020, e Fábio Nestares assumiu seu lugar na formação. Décadas depois de fundada, a Roupa Nova segue firme, levando para o palco um repertório que une pelo menos duas gerações na mesma plateia.

Entre um show e outro, o festival também entregou seus momentos de pura alegria: Luísa Sonza cantou ao lado de Roberto Menescal, Xamã dividiu o palco com Zeca Veloso, a bailarina Ingrid Silva fez participação especial com Jon Batiste, e Laufey emocionou o público cantando em português e soltando um 'eu te amo' que derreteu até os mais céticos. Foi um buffet musical completo, com todos os temperos — e a galera saiu de lá com o coração cheio e a playlist precisando de atualização urgente.

Com informações de fontes públicas, Wikipédia, YouTube, Instagram e TikTok.