Dua Lipa bota a selva pra jogo e lacra no mix de estampas

Se tem alguém que entende de virar a cabeça com cada aparição, essa pessoa é Dua Lipa. A cantora e compositora britânica surgiu em Londres para um evento pop-up da sua linha de skincare DUA by AB, nos Selfridges, e fez o que sabe de melhor: misturar, ousar e provar que o maximalismo é a tendência que veio pra ficar.
Com sete Brit Awards e três Grammys no currículo, Dua já se consolidou como fenômeno musical e ícone de estilo — sempre misturando o retrô com o contemporâneo, o ousado com o sofisticado. E esse novo look? É a prova viva de que ela não segue as regras do jogo fashion. Ela as cria.
Dua Lipa e o maximalismo que não pede licença
Imagine borboletas, cobras e estampas de leopardo, tudo junto no mesmo look. Parece demais? Para Dua Lipa, é apenas mais um dia no escritório. Ela combinou referências animais do mundo inteiro em um único outfit e mostrou que, sim, é possível — e ainda fica muito bonito.
O ponto alto era um vestido midi da coleção Primavera 2026 da Kim Shui, com a parte superior floral encontrando uma estampa de asa de borboleta bastante chamativa na saia. O colarinho alto estilo qi pao, combinado com uma abertura ousada no decote estilo keyhole e uma fenda na coxa, entregou o toque poderoso e sensual que é a cara dela. Um visual com aquele ar Y2K inconfundível, onde o vintage do passado encontra as novas coleções de um jeito que pouquíssimas pessoas conseguem puxar sem parecer fantasia.
Um passeio pela selva fashion
Mas Dua não parou no vestido. O outfit virou uma verdadeira selva de estilo, com acessórios que contavam suas próprias histórias — e histórias boas, diga-se de passagem.
A clutch era coberta de estampa de leopardo e decorada com penas listradas impressionantes, adicionando textura e movimento ao conjunto. Era o tipo de bolsa que chega antes da dona no ambiente. Nos pés, a surpresa maior: botas vintage da Dior da coleção Outono 2000, um design icônico assinado por John Galliano, com acabamento que remetia à pele de jacaré, bico fino e salto agulha. Sabe aquela peça que rouba completamente a cena de tudo ao redor? Eram elas.
Para completar, um bracelete e brincos da linha Serpenti da Bulgari deram o toque final de cobra ao visual — fechando o círculo animal com elegância. É a prova concreta de que misturar texturas e padrões diferentes é o jeito mais certeiro de dar dimensão e profundidade ao estilo pessoal. Ela provou que dá para ter uma floresta inteira no corpo sem parecer que saiu de um safári mal planejado.
A lição por trás do caos organizado
O que Dua Lipa fez em Londres não foi uma mistureba aleatória de estampas — foi uma declaração de moda com método. O pattern mixing continua sendo a técnica mais eficaz para se destacar, desde que exista coerência nas cores. No look dela, os tons de azul e verde funcionaram como o elo entre todas as estampas, fazendo a aparente loucura visual se transformar em harmonia. Sem esse fio condutor cromático, seria o caos. Com ele, virou estilo.
E a capacidade de pegar peças vintage de arquivo — como as botas Dior de 2000 — e integrá-las a looks contemporâneos só reforça um ponto importante: identidade na moda não é sobre seguir tendências, é sobre ter um ponto de vista próprio e executá-lo com convicção. Dua Lipa tem esse ponto de vista há muito tempo. O evento nos Selfridges foi só mais uma oportunidade de lembrá-lo a todo mundo.
É um look para inspirar, para provocar e, quem sabe, para tentar em casa — com moderação, claro, porque nem todo mundo tem um John Galliano de 2000 no armário. Mas a lógica das cores como elo? Essa dá para roubar de graça.
